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16 . Agosto

Será a selfie o novo cringe?

Nas últimas semanas, um debate geracional moveu a internet: os jovens da geração Z, que mal chegaram aos 20 anos, listaram tudo o que achavam “cringe” nos millennials (nascidos entre 1980 e meados dos anos 90). Cringe é algo como “vergonha alheia”. Logo, se você tem menos de 40 e usa calça skinny, toma café da manhã e fala “boleto”, você passa vergonha aos olhos dos adolescentes. No meio de toda essa discussão, um anúncio passou quase despercebido: Adam Mosseri, o cara do Instagram, anunciou que o Insta é cada vez menos um app de compartilhar fotos e cada vez mais um app de vídeos.

Então, estaria a era das fotos terminada? E se você postar uma foto por lá, vai ser apedrejado pelos jovens?

O Instagram é conhecido por ser o parque de diversões do Facebook – este muito mais perene e resistente a qualquer mudança. Já ouvimos diversos outros anúncios como este. Teve o fim dos likes explícitos na plataforma, timeline que não seguia ordem cronológica e a criação dos stories, para citar algumas das mudanças mais relevantes dos últimos anos. Logo, não é surpresa ver o movimento da rede para tentar bater de frente com TikTok e a nova onda de influência do YouTube.

Mas claro, a concorrência é apenas parte da resposta. Afinal, não é de hoje que os vídeos estão em alta. A Quintly, agência especializada em análise de mídias sociais, realizou um estudo que reuniu mais de 10 milhões de posts. Eles descobriram que, em média, o usuário interage 40% mais em vídeos do que em fotos no Facebook. No Instagram, o jogo é mais equilibrado, mas mesmo assim os vídeos lideram com 20% mais interações quando comparados com fotos.

E agora, José?

Duradoura ou não, a mudança virá. Isso não quer dizer que toda marca deverá ter um estúdio interno. Fotos ainda serão distribuídas ¬– e sabemos que o que vale mesmo é a estratégia por trás da postagem. De nada adianta encher seu perfil de vídeos sem propósito algum.
Mas é bom ficar por dentro das alterações que a rede planeja implementar nos próximos meses e tirar proveito do que o algoritmo entende ser interessante. São pelo menos três que sua marca deve ficar atenta:

1 - Recomendações de vídeos em tópicos

Nem sempre, os vídeos que pipocarem em sua tela serão de páginas que você segue ou de seus amigos. E tampouco serão anúncios. O Instagram já sabe mais ou menos os assuntos que te interessa e, com base nisso, vai mostrar alguns vídeos de páginas/pessoas que você não conhece para te manter entretido.

2 – Entretenimento, aliás, é a palavra-chave

Lá nos primórdios do Instagram, a rede era usada para postar paisagens bucólicas, pratos elaborados e looks do dia. Você ainda será livre para postar isso, mas a plataforma vai dar prioridade para conteúdos que façam o usuário rir, chorar, se surpreender, etc. Ou seja: resista à tentação de focar demais em seu produto/serviço e aposte mais na interação com o usuário.

3 – Interface mais amigável para vídeos gravados com o celular

O pessoal do Instagram quer que os vídeos gravados na vertical tenham uma interface mais amigável do que aquela trazida pelos Reels – inclusive na versão de desktop. Não se sabe exatamente quais as mudanças nesse sentido, mas espera-se que assistir os vídeos no Instagram seja uma experiência mais imersiva em breve.

Conclusão

Respondendo à pergunta do título: os jovens podem até torcer o nariz quando virem sua foto no feed deles. Mas tudo bem, você não estará sendo “cringe” de verdade – dependendo da qualidade e assunto da foto, claro. Tudo vai depender de como sua marca melhor se comunica com seu público. Isso não quer dizer que você deva fechar os olhos para as mudanças. Que tal um vídeo do diferencial da sua marca ou oferecendo algum conhecimento específico que você ou sua equipe têm? O máximo que pode acontecer é ver o seu engajamento aumentar expressivamente.

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