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01 . Junho

Empresas e marcas precisam entender o momento do consumidor

A pandemia do coronavírus alterou bruscamente a maneira como as pessoas vivem, se relacionam e, até mesmo, a sua forma de consumir. No entanto, essa mudança deve acarretar o comportamento das pessoas a longo prazo. Esse é um dos pontos que mais vem amedrontando as empresas, que precisam em meio a uma crise identificar o quanto antes, para se reposicionar de forma coerente em um momento pós-covid-19.

De acordo com um estudo da McKinsey & Company, o Brasil está atualmente “navegando na tempestade”, junto com o Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Neste estágio, ocorre um choque econômico que gira em torno dos 13%. Além disso, surge diversos questionamentos sobre as mudanças que podem ser permanentes em relação ao comportamento do consumidor e que afetarão efetivamente em toda a cadeia.

Crescimento do e-commerce de alimentos

Uma das boas pesquisas sobre essa mudança de comportamento foi a realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, que se refere sobre o e-commerce. De acordo com ela, os brasileiros aumentaram as suas compras digitais e o setor com maior crescimento foi o de bebidas e alimentos com um incremento de 79%.

Esse movimento mostra uma das principais necessidades das marcas de agilizar o seu processo de digitalização, caso alguma ainda esteja com esse processo em caminho. O presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, Eduardo Terra, constatou com uma mudança necessária para todas.

“Está havendo uma mudança real de comportamento e empresas que conseguirem se relacionar bem com os clientes neste momento terão uma grande vantagem no pós-crise", avaliou Terra.

Além disso, outros pontos também estão ganhando destaque em relação ao comportamento do consumidor e devem ser bem analisados pelas marcas e empresas.

Empresas com propósito
Em um período de crise, é comum vermos várias empresas acertando na sua abordagem com os clientes e outras várias comentando diversos erros. Para a vice-presidente de marketing da Pepsico, Daniela Cachich, tudo passa pelo propósito da empresa.

“As marcas precisam ter um propósito bem construído para ser bem entendido pelas pessoas. Por outro lado, quem tentou se aproveitar da situação acabou sendo percebível com facilidade pelo consumidor”, afirma a vice-presidente de marketing da Pepsico, em participação em live no Youtube da Forbes.

Empresas resilientes geram mais valor

O momento é tratado como de crise para todas as empresas. No entanto, as mesmas já devem estar se preparando para um cenário de recuperação. Para a empresa de consultoria empresarial americana, Mckinsey & Company, neste período as marcas resilientes possuem uma grande vantagem.

Você desse estar perguntando como são empresas desse estilo? Elas conseguem se transformar com velocidade, possuem uma mentalidade de além da crise”, adaptam modelo operacional e realocam recursos para áreas de alto crescimento.

Com essas ações essas empresas e marcam conseguem se adaptar ao novo cenário de forma mais rápida no período de recuperação. A partir disso, obtém um crescimento maior em comparação com as não resilientes e as S&P500;. Ou seja, pós-pandemia é questão de sobrevivência a atualização e entendimento as novas demandas do consumidor.

Para finalizar, as empresas de agem dessa forma acabam direcionando esforços para os 3Rs. São eles: responder, retornar e reimaginar. Atualmente, a maioria das empresas está respondendo à crise, focando mais no gerenciamento da crise do que na retomada e em reimaginar o “novo normal”.`

Incerteza sobre o futuro

Ainda é muito cedo para termos uma real noção sobre a retomada do consumo, até mesmo, pela curva epidemiológica. Considerando esse fator, no relatório feito pela Mckinsey, a volta é dividida em três momentos principais.

Até três meses, o fechamento com abastecimento seletivo, consumo reduzido e canais remotos. Depois disso, entre um ano e 18 meses, uma reabertura parcial do consumo com recuperação parcial dos canais físicos. Após todo esse período e com a vacina já descoberta, surgirá um novo padrão de consumo baseado no convívio durante esse período de crise.

O que fica é a pergunta: Como será o novo consumidor pós-pandemia?

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