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18 . Novembro

As estratégias de marketing da Black Friday para seu negócio

A Black Friday é uma data símbolo do poder do marketing. Não há qualquer acontecimento histórico ou fenômeno natural que justifique sua existência. No entanto, ela é bastante aguardada por milhões de consumidores. Para se ter uma ideia, a Associação Brasileira do Comércio Eletrônico tem expectativa de que o setor deva faturar R$ 3,45 bilhões. Mas o que significa realmente a Black Friday em questão de marketing?

A primeira característica que se deve ter em mente é de que não é apenas uma guerra de preços. Pelo menos não mais. Muitas empresas utilizam o dia para alavancar sua estratégia de marketing e se posicionar junto ao consumidor – uma vez que a Black Friday é vista positivamente pelo público. Os descontos acontecem, claro, mas de maneira bem menos agressiva.

Já outras empresas aproveitam a Black Friday para expandir seus canais de venda. Engana-se quem acha que a data é feita exclusiva do meio digital. Com o passar dos anos, o comércio físico aproveitou a onda para trazer o cliente para dentro de seu estabelecimento. Funcionou. Segundo pesquisa da Provokers, o número de compradores pela internet e em lojas físicas deve se igualar pela primeira vez – o que confirma a equiparação gradual que acontece desde 2017.

Uma das estratégias mais interessantes das lojas físicas é a retirar o produto comprado online na própria loja. Uma pesquisa do Google demonstra que pelo menos 4 entre 10 compradores escolhe essa modalidade, atraídos pela possibilidade do frete grátis. Desta maneira, o comércio ganha de duas formas. Primeiro, a logística fica mais simples. Segundo, tem a oportunidade de fidelizar o cliente e até fechar outra venda. Não tem uma loja física ou vende muito para um grande centro onde você não se encontra? Sem problema! Uma tática comum é utilizar uma “pop-up store”, um ponto temporário de vendas em algum grande varejista (como Carrefour ou Magazine Luiza) ou em um shopping.

E se estiver pensando em criar um aplicativo para seu negócio (ou quiser alavancar o seu app já existente), esta é a hora. A Google registra um aumento expressivo nas instalações de aplicativos de compras nesta época. A Black Friday funciona como isca para o consumidor, que tem acesso a preços exclusivos pelo aplicativo. Neste ambiente, totalmente controlado pela marca, a chance de fidelizar um cliente com uma boa experiência é bastante alta.
E há outro mito a ser derrubado: Black Friday não é sinônimo de produto. A Provokers aponta um crescimento de 250% em planos de celular, 200% em imóveis e serviços financeiros e 133% em cursos nos últimos anos. O ramo de serviços está entrando forte na disputa pela atenção do consumidor e disputando de frente com o comércio.

Mas, é claro, tudo isso se resume a um motivo principal: as vendas. E nisso a data não decepciona. A intenção de compra de 2018 para 2019 aumentou em 58%. Sem contar que a Black Friday já é conhecida por não ser apenas um dia específico. Pouco mais de 75% dos consumidores esperam que os descontos venham durante o mês, e não só na penúltima sexta-feira de novembro. E a média de consumo não é nada mal: R$ 1330.

Para terminar, é bom ter em mente que pelo menos 33% dos consumidores compraram em lojas que não conheciam antes da data. Aliar a estratégia de descontos com uma visão de longo prazo e fidelização do cliente é um ótimo marketing. Ainda mais quando a campanha já é imediatamente reconhecida, assimilada e atrativa para o consumidor com apenas duas palavras: Black Friday.

Aproveite!

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